por António e Rui de Sousa Machado
A vida de Thomas Schittek, pintor alemão, há muitos anos seduzido pela luminosidade de Portugal, anuncia-se através de um discurso diarístico, estafetariamente cumprido em tela, papel ou azulejo - no pictorismo de uma linguagem grandiosamente simples, dominada por elementos naturalistas, em que as cores incandescentes e as formas são notas dominantes de um canto laudatório à vida.


De facto, na sua pintura, emerge, juvenil, um homem sorridente, fascinado pelas coisas simples, inocentes, prazenteiramente belas, que a vida oferece e a que conseguimos aceder através de Thomas.
Paralelamente, numa coexistência harmónica, destaca-se a presença serena, metodicamente disciplinada, do artista que regista nas linhas de um dia transformado em caderno os esboços que o génio criativo, sorrindo sempre, perpetuará.
Em cada trabalho, Thomas canta esta plenitude, exaltando na fugacidade de um instante a ilusão perene das coisas. Deste modo, cada obra, assumindo-se como concretização em acto dos valores potenciais que o animam, constitui-se, à imagem do «Carpe Diem» horaciano, em símbolo de fruição existencial, repetido na essência de um percurso estafetário, cujo testemunho – a magia do belo – retomará, com renovada alegria, no esboço diligente que o artista concretizará.
Thomas Schittek
Não há palavras simples que expliquem o percurso de vida de Thomas Schittek nem frases complexas que descrevam a sua obra.

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Thomas Schittek
Não há palavras simples que expliquem o percurso de vida de Thomas Schittek nem frases complexas que descrevam a sua obra.

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Trabalhos
2022
63cm x 47cm . Aguarela, 2022
63cm x 45cm . Aguarela, 2022
102cm x 64cm Aguarela, 2022
145cm x 145cm Aguarela, 2022